Sátántangó batiza este grupo porque foi a primeira leitura que fizemos juntas. Originalmente, éramos um pequeno grupo de amigas que topou encarar a difícil leitura do único livro do escritor húngaro László Krasznahorkai, vencedor do Nobel de Literatura de 2025, traduzido para o português.
Eu, Luisa Aguiar, médica e cronista, mas, antes de tudo, leitora curiosa, li Sátántangó e propus a leitura em grupo. Uma ajudando a outra.
Terminamos a leitura com a sensação de que valeu muito a pena. A aridez se transformou em prazer do objetivo alcançado. Valeu o esforço. Valeu ler mesmo sem entender totalmente. Valeu entrar no mundo cinzento e úmido do escritor premiado e desbravar seus parágrafos intermináveis.
Depois de terminar a leitura, nos sentimos mais fortes e prontas para encarar novos desafios.
A minha sensação foi: se li Sátántangó, posso ler Grande Sertão: Veredas.
E assim surgiu o segundo desafio.
Cá estamos. Grupo maior e crescendo. Com uma diferença: desta vez, eu também ainda não li.
Leremos juntos.